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Pannunzio veta projeto sobre uso de animais

 | PESQUISA

Carlos Araújo

O prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) vetou totalmente o projeto de lei nº 441/2013, que regulamenta normas para estabelecimentos que usam animais em experiências com finalidades pedagógicas, industriais, comerciais ou de pesquisa científica. Em sua justificativa, o prefeito classificou o tema como de meio ambiente e informou, com base na Constituição Federal em seu artigo 24, parágrafo VI, que legislar sobre esse assunto é atribuição da União e dos Estados.
O vereador José Francisco Martinez (PSDB), autor do projeto, informou que vai defender a sua iniciativa no plenário e se posicionará contra o veto do prefeito. Martinez disse que "o veto não corresponde ao projeto", pois entende que animal não tem relação com o meio ambiente tal como descrito no referido artigo da Constituição. Também explicou que o projeto não proíbe a realização de pesquisa, desde que seja científica. "O que não pode é fazer pesquisa para sabonete, shampoo, material de higiene", acrescentou.
Martinez afirmou que criar normas sobre o uso do solo é competência do legislador. Isso porque, o seu projeto determina que em caso de reincidência no descumprimento das normas, o estabelecimento infrator terá cassado o alvará de funcionamento. O projeto também diz que às instituições que descumprirem as determinações da lei serão aplicadas multas de R$ 2 mil por animal utilizado e o recurso será revertido para o Fundo Municipal de Meio Ambiente.
O projeto proíbe a realização de testes e experimentação em animal para avaliar produtos de toda cadeia de cosméticos, produtos de limpeza e higiene, nutrição animal e demais produtos das indústrias químicas. A exceção é feita às pesquisas na área farmacêutica, desde que não cause sofrimento ou dano ao animal e tenham por finalidade o teste de fármacos para tratamento de doença grave, vacinas e fins didáticos, quando não existir métodos alternativos.
Agora, o veto de Pannunzio vai ser levado ao plenário e os vereadores poderão acatar ou derrubar a decisão do prefeito. O projeto foi aprovado em novembro de 2013 pela Câmara. Um mês antes, em outubro, ativistas de defesa dos animais invadiram o Instituto Royal, em São Roque, que utilizava animais em experiências. Os ativistas libertaram cães da raça beagle e a ação ganhou repercussão nacional. O Instituto Royal fechou as portas.

Notícia publicada na edição de 04/01/14 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 009 do caderno A 

RS: homem é preso após matar gato com espingarda por briga com vizinho

O gato foi morto por um vizinho do dono devido a uma briga entre eles Foto: Brigada Militar / Divulgação
O gato foi morto por um vizinho do dono devido a uma briga entre eles
Foto: Brigada Militar / Divulgação
Um homem suspeito de ter matado o gato de um vizinho com um tiro de espingarda foi preso na sexta-feira em Caxias do Sul (RS), a 120 quilômetros de Porto Alegre. Michael Felipe Garcia de Fraga, 23 anos, teria atirado no animal devido a uma briga com um vizinho, Edson Martins de Oliveira, 21 anos, o dono do gato - que também foi levado à delegacia para prestar depoimento.
O crime ocorreu por volta das 21h, e o dono do felino chamou a polícia. Michael foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. A Brigada Militar (Polícia Militar local) apreendeu a espingarda e várias munições.
Homem utilizou uma espingarda para matar o animal Foto: Brigada Militar / Divulgação
Homem utilizou uma espingarda para matar o animal
Foto: Brigada Militar / Divulgação








Quando vamos encontrar outro modo de celebrar?

 | FOGOS DE ARTIFÍCIO


Fuga, atropelamento e morte causados pelo barulho do fim de ano


Na última coluna, destacamos alguns conselhos de especialistas sobre como deixar os animais mais tranquilos durante os fogos de final de ano. Apesar de todo cuidado que muitos donos e mesmo com a mudança de comportamento de muitas pessoas em trocar os fogos por outro tipo de celebração, os fogos continuam aí até mesmo em eventos religiosos. Muitas fugas, atropelamentos, animais perdidos e machucados. Até mesmo relatos de animais mortos por ataque do coração ou estrangulados na tentativa de fugir podem ser vistos nas redes sociais.

O fato é todos os animais, e não somente cães e gatos - os mais lembrados -, sofrem por ter uma audição muito superior aos seres humanos. Até os pássaros somem depois de serem expostos de maneira inesperada e forçosamente aos estrondos.

Hoje publicamos uma história comovente enviada pela leitora Emília Alquezar. Kiara, a cadelinha que passou por diversos donos, era verdadeiramente traumatizada pelos fogos. Comemorações de gol e réveillons deixavam a cadelinha estressada e muitas vezes, Emília deixava o convívio familiar para ficar trancada com Kiara até que os fogos cessassem. Será que ainda estamos longe de encontrar outra forma de celebrar a vida, sem condenar à morte tantos animais que nos fazem companhia nessa existência? Esta é a pergunta que fica depois da última passagem do ano e que deveria ser respondida antes do primeiro jogo da Copa do Mundo.

Notícia publicada na edição de 03/01/14 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 003 do caderno Ela 

10 dicas para deixar sua casa mais sustentável

Quinta-feira, 02 de janeiro de 2014

Como deixar uma casa mais sustentável sem reformasPor Elis Jacques

Para quem deseja morar em um local sustentável, mudanças graduais podem ser feitas para melhorar o espaço. O importante é lembrar que mudanças bruscas podem gerar resíduos, que também não são necessários.

Confira a lista de coisas que podem ser feitas no ambiente:

1. Cultive plantas. Jardins, hortas e vasos de plantas são importantes para melhorar a qualidade do ar do ambiente. Por isso, plantar, nem que sejam pequenas mudas, é importante para deixar uma casa mais sustentável. Opte por plantas nativas, que irão apresentar um desenvolvimento melhor e menos cuidados, principalmente se forem as árvores. Já as hortas melhoram também a qualidade da alimentação. Veja aqui nove plantas que deixam o ar mais limpo e aqui dicas de como fazer um jardim reciclado.

2. Evite o uso de ar condicionado. Opte por deixar as janelas abertas ou usar o ventilador. Os aparelhos de ar condicionado utilizam muita energia para funcionar. Uma dica também é desligar o aparelho cerca de uma hora antes de sair do local, já que nesse tempo o ar permanecerá fresco.

3. Quando for trocar de móveis, opte por peças feitas de maneira sustentável e tente dar um novo uso para a peça antiga. Se não for mais reaproveitar na sua casa, doe ou venda para alguém. Se não for possível sua reutilização, tente encaminhar diretamente para uma instituição de reciclagem da sua cidade, que dará um encaminhamento correto para os materiais.

4. Troque as lâmpadas por luzes de LED. Elas podem ser mais caras, mas apresentam uma economia de até 40% em relação às lâmpadas fluorescentes e de até 88% com as lâmpadas incandescentes. Além disso, elas duram cerca de cinco anos a mais que os outros dois modelos (para saber mais sobre lâmpadas, acesse a reportagem na Edição 03 da revista Atitude Sustentável).

5. Uma mudança simples é escolher um vaso sanitário com duas opções de quantidade de água liberada por descarga, que ajuda a diminuir o consumo desse recurso.

6. Faça a manutenção da sua casa. Pequenos vazamentos de água ou frestas de ar podem aumentar gastos com água e energia.


7. Pinte o seu telhado de branco. A iniciativa faz com que os raios solares sejam refletidos, diminuindo o calor dentro da construção. Além disso, pesquisas mostram que a iniciativa pode ajudar a diminuir o aquecimento global. Veja mais informações sobre o projeto Um Grau a Menos aqui.

8. Quando for comprar eletrodomésticos, escolha modelos que gastem pouca energia. Eles são sinalizados com um selos de eficiência do Procel e do Inmetro.

9. Um sistema de reutilização da água da chuva pelas descargas exige um pouco de obras, mas você pode coletar a água em bacias e usar para lavar as calçadas e carros, por exemplo.

10. Melhore a iluminação natural. Mantenha as cortinas abertas durante o dia e posicione móveis de uma maneira favorável. Por exemplo, coloque as escrivaninhas perto das janelas, lateralmente, sendo possível utilizar a luz do sol. Assim, se gasta menos energia elétrica.
Atitude Sustentável

Cosmético orgânico ganha seu espaço entre consumidores e também empreendedores


Consumidor percebe os benefícios dos produtos e os pequenos negócios atentos aproveitam o momento para expandir

Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão
Marisa investiu R$ 50 mil para abrir unidade da rede Cativa
Ecologicamente corretos e socialmente justos, os cosméticos orgânicos despertam cada vez mais o interesse dos consumidores e se mostram uma oportunidade de negócio para empreendedores. As pequenas empresas que já atuam no setor, inclusive, mostram-se otimistas e esperam crescimento para os próximos anos.
Na avaliação de Ana Carolina Ribeiro, professora da Escola de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi, a expansão desse mercado não ocorre apenas no Brasil, mas no mundo todo. “As pessoas estão repensando tudo o que fazem e nos seus reflexos. E isso inclui o consumo de produtos naturais, orgânicos. O setor brasileiro ainda é pequeno, mas está em franca ascensão”, afirma a especialista.
A empresária Simone Valladares nasceu em uma família que já trabalhava com produtos naturais e, por isso mesmo, ela resolveu investir nos cosméticos orgânicos, em 2004, quando criou a marca Reserva Folio. “No início, quando a gente falava desse conceito, ninguém entendia nada. Hoje, as coisas estão muito diferentes. As empresas grandes estão buscando esse conceito, que está cada vez mais valorizado”, diz Simone.
Para 2014, a empresa espera crescer 50% em comparação com este ano. Para pavimentar esse caminho, o negócio vai lançar uma linha de produtos para bebês com sabonetes, óleo hidratante, leite de limpeza e xampu. "Fazemos um trabalho de formiguinha. As matérias-primas são caras e nosso maior desafio é conseguir mostrar o diferencial de um cosmético orgânico, certificado”, pontua.
O interesse maior por parte dos consumidores também é percebido pela empresária Rose Bezecry. Ela abriu a primeira loja da Cativa Natureza em 2008, em Curitiba. No começo, 95% dos clientes compravam os produtos por necessidade – tinham alergias ou realizavam tratamento de saúde. Apenas 5% compravam porque preocupavam-se em consumir produtos orgânicos. Atualmente, esse número subiu para 30%. “As pessoas estão buscando o verdadeiro natural, estão se informando mais”, analisa.
A marca tem uma loja própria, que registra faturamento médio mensal de R$ 65 mil, e mais oito franquias em funcionamento. A expectativa é chegar a 14 unidades até março de 2014. Uma das franqueadas da Cativa Natureza é Marisa dos Santos Ramos, que investiu cerca de R$ 50 mil para abrir uma loja em São Paulo. Desde que teve uma câncer de mama, há cinco anos, ela passou a se interessar pelos orgânicos.
Como o conceito da marca a agradou, Marisa resolveu abrir a loja em julho. “O negócio ainda tem pouco tempo para falar em questão financeira, mas estou feliz no sentido que os clientes estão retornando, seja para agradecer, elogiar, comprar novos produtos ou até mesmo levar amigos para conhecer”, afirma Marisa Ramos, que administra a unidade com a ajuda das duas filhas.
Os empresários Gilberto e Rafael Krause, pai e filho, enxergaram uma oportunidade no setor em 2009, quando lançaram a primeira linha da Herbia. Inicialmente, a empresa surgiu com foco em plantas aromáticas, mas o cenário econômico e a entrada de dois grandes players (China e Índia) no mercado fizeram com que os sócios optassem em desenvolver um produto final que agregasse maior valor à marca.
Hoje, a empresa vende, por exemplo, xampu, condicionador, sabonete e água perfumada. O planejamento inclui o lançamento de novos produtos, como máscara capilar e esfoliante. Os empresários também se associaram, no ano passado, com Sebastian Schlossarek para importação de fraldas ecológicas. E a proposta é também trazer novos itens desse tipo para compor o portfólio. “O grande entrave do crescimento do mercado orgânico, em geral, é a falta de conhecimento dos benefícios”, afirma Rafael.

Medo de invasão de ativistas faz zoo fechar as portas em Taboão

30/12/2013 

 

Cerca de 40 manifestantes se concentram em frente ao zoológico. 
Grupo alega que animais sofrem maus-tratos; Prefeitura nega.

Paulo Toledo PizaDo G1 São Paulo

Zoológico em Taboão da Serra fecha as portas com medo de ativistas (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Zoológico em Taboão da Serra fecha as portas com
medo de ativistas (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
O medo de uma invasão semelhante à ocorrida no instituto Royal, em outubro, fez com que um zoológico em Taboão da Serra, Grande São Paulo, amanhecesse de portas fechadas nesta segunda-feira (30). Além dos seguranças do próprio parque, havia equipes da Guarda Municipal de Taboão dentro e fora do local.
Por volta das 10h40, cerca de 40 ativistas da causa animal se reuniam contra supostos maus-tratos sofridos por animais no Parque das Hortências, onde fica o zoológico. Responsável pelo lugar, a Prefeitura de Taboão nega as acusações.
Segundo funcionários do parque, a manifestação marcada pelas redes sociais motivou o fechamento nesta segunda. "Queremos lacrar esse parque e resgatar os animais para levar para um local decente", disse uma ativista, sem se identificar.
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Entre os organizadores do protesto estavam ativistas que participaram da invasão do Instituto Royal, de onde foram retirados centenas de cães da raça beagle que eram usados em testes de laboratório.
Segundo a advogada Antília da Monteira Reis, presidente da Comissão de Proteção Animal da OAB em São Bernardo do Campo, diversos animais morreram nos últimos meses, incluindo um casal de tigres e um leão.
"Os animais que estiverem muito ruins e eles não tiverem onde cuidar, vamos levar para lugares adequados para cuidar", disse. Uma bióloga, que também é veterinária, entrou no fim da manhã para fazer um laudo técnico sobre as condições dos bichos.
No início da tarde, a bióloga Elizabeth Teodorov terminou a visita ao zoo e relatou ter constatou que 10% do parque está impróprio para os animais. Ela citou os recintos dos saguis e das aves de rapina como os que apresentam mais problemas. "É preciso reformar e enriquecer esses ambientes com folhas e galhos", afirmou.
Um laudo com o que a especialista averiguou será produzido.Ela acrescentou que os responsáveis pelo parque mostraram disposição para resolver os problemas que ela apontou.
Sobre os grandes felinos que morreram, Elizabeth disse que os animais pereceram por doenças não relacionadas a maus- tratos.
do G1 SP